Visitação Gratuita na Casa da Linguagem
A partir do dia 26 de janeiro, a Casa da Linguagem, localizada em Belém, abre suas portas para a exposição intitulada “Ruas que contam, rios que ecoam”. O evento é totalmente gratuito e estará disponível para visitação até 11 de fevereiro. Essa é uma oportunidade imperdível para quem deseja explorar e apreciar a arte contemporânea que reflete as realidades e experiências das comunidades amazônicas.
O que é a Exposição “Ruas que contam, rios que ecoam”?
A exposição apresenta uma seleção de dez obras que utilizam a fotografia e o audiovisual para retratar as vivências e identidades de uma Amazônia urbana e ribeirinha. Compreendendo a importância de dar visibilidade a estas narrativas, a curadoria fez uma cuidadosa escolha de peças que expressam a diversidade e a riqueza cultural da região.
A Proposta da Ação Cultural Amazônia em Rede
A mostra é parte da segunda edição do projeto Amazônia em Rede, que visa fortalecer as vozes e histórias de artistas independentes e periféricos. Por meio de oficinas e laboratórios criativos, a iniciativa busca promover a produção cultural nas áreas de audiovisual, fotografia e música, contribuindo para a democratização do acesso à arte.

Obras em Destaque na Exposição
Entre as obras em exibição, estão cinco produções audiovisuais e cinco ensaios fotográficos, que exploram temas como:
- Diversidade: Representações variadas das culturas amazônicas.
- Afeto: Relações humanas e laços comunitários.
- Resistência: Lutas e reivindicações das populações locais.
- Do Cotidiano: Cenas do dia a dia que revelam a realidade amazônica.
Obras como “Sonhos de Nina”, de Patrícia Tapuya, e “Corpos, Ritmos e Barro”, de Fernando Filho, são alguns dos destaques que vão encantar os visitantes, proporcionando uma imersão única na cultura da região.
Abertura Oficial da Exposição
A abertura oficial da exposição está agendada para o dia 26 de janeiro, com uma vernissage que promete atrair artistas, curadores e o público em geral. Este evento não apenas possibilitará a apreciação das obras, mas também irá fomentar um espaço de troca de ideias e experiências entre os presentes, enriquecendo ainda mais a vivência cultural.
A Importância da Fotografia na Mostra
A inclusão da fotografia como uma das linguagens da exposição é um elemento crucial para o seu sucesso. A capacidade da fotografia de capturar momentos e emoções permite contar histórias que, muitas vezes, são invisibilizadas. Gabriel Jhonata, diretor do projeto, enfatiza a relevância desse meio ao afirmar que “a fotografia é uma linguagem poderosa que consegue contar histórias e criar essa relação de identidade com o público”. Isso ajuda a criar um sentimento de pertencimento nas pessoas que visualizam essas obras.
Curtas que Marcam a Programação
Os curtas-metragens fazem parte da programação da exposição e são importantes para a imersão do público nas narrativas amazônicas. Além dos já citados, destacam-se:
- “Vozes do Cocal”, de Josué Castilho França;
- “Pretinhas do Arapemã”, de Lia Malcher;
- “Carimbó na Veia”, de Amanda Rabelo;
- “Carrinho de Rolimã”, de Rafael Nzinga.
Essas produções refletem a importância da cultura local, através de suas narrativas e simbologias.
Democratização do Acesso à Arte
A exposição é uma realização do Edital de Fomento à Circulação de Projetos Culturais da Política Nacional Aldir Blanc, reforçando a democratização do acesso à cultura. Ao trazer obras de artistas de territórios menos favorecidos, a Casa da Linguagem se torna um espaço de inclusão e valorização das vozes que historicamente têm sido marginalizadas.
O Impacto do Projeto na Comunidade
Com a abertura da exposição e suas atividades relacionadas, o projeto Amazônia em Rede busca impactar a comunidade, estimulando o diálogo e a reflexão sobre as questões sociais e culturais que permeiam os espaços periféricos. Gabriel Jhonata menciona que a expectativa é que as pessoas, ao se depararem com representações de suas próprias realidades, sintam um forte sentimento de pertencimento e identidade, resultando em uma ligação mais profunda entre arte e comunidade.
Perspectivas Futuras para a Exposição
Após sua estadia em Belém, a mostra “Ruas que contam, rios que ecoam” se mudará para o Arquipélago do Marajó, programada para o mês de março, especificamente no Terminal Hidroviário de Soure. Essa expansão é vista como uma iniciativa inovadora, visando levar a arte e os olhares variados sobre a Amazônia a outras regiões.
Gabriel Jhonata acredita que a continuidade do projeto é fundamental, ressaltando a necessidade de fomentar a cultura e a expressão artística nas comunidades. “Quando as pessoas enxergam a sua casa, sua rua ou seu bairro representados, elas também criam um vínculo profundo com a arte”, conclui.


