O que esperar da 29ª edição da Feira Pan-Amazônica
A 29ª edição da **Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes** está programada para abrir suas portas no dia 29 de agosto de 2026, em Belém, no Pará. Este evento é um marco no calendário cultural do estado, sendo considerado patrimônio imaterial. Este ano, a expectativa é que a feira conte com 199 estandes, onde 137 empresas participarão, incluindo 65 representantes locais e nove sebos, cobrindo uma área total de 24 mil metros quadrados no Hangar Centro de Convenções. Com previsão de atrair 450 mil visitantes até o dia 6 de setembro, a feira promete oferecer uma vasta programação cultural e literária.
Programação e horários do evento
A programação da feira será rica e variada, permitindo que os visitantes desfrutem de atividades que se estenderão diariamente das 9h às 21h. A entrada no evento é gratuita, promovendo a inclusão e o acesso à cultura. Entre os destaques na programação, celebram-se vozes de autores renomados, como o paraense Airton Souza, o carioca Jeferson Tenório e a mineira Cidinha da Silva. Além do incentivo à leitura, haverá também apresentações musicais e bate-papos que prometem enriquecer a experiência dos visitantes.
Destaques e homenageados da feira
Em reconhecimento à relevância da cultura local, na 29ª feira, serão homenageados a cantora e compositora Nazaré Pereira, além do polivalente Luiz Peixoto, um importante artista e ativista ambiental. O secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas, mencionou que a seleção desses homenageados se baseia em suas trajetórias significativas que influenciam diversas gerações. Nazaré é conhecida por levar as histórias e raízes da Amazônia para um público amplo, enquanto Luiz Peixoto é famoso por seu trabalho em conscientização ambiental voltado para o público infantil.

Espaços culturais e interativos
Além das edições de livros, a feira contará com a **Feira Criativa**, onde 36 empreendedores da Economia Criativa exibirão seus produtos. Na **Arena Multivozes**, haverá uma variedade de apresentações culturais, tais como contação de histórias e shows. A cada dia terá um tema para guiar essas atividades, como vozes da diversidade, patrimônio e memória, que garantirão debates ricos sobre a literatura e a cultura amazônica.
Gerando emprego e renda para a região
A feira não é apenas um evento cultural; ela também desempenha um papel crucial na economia local. Durante sua montagem e os dias de realização, é previsto que aproximadamente 2 mil empregos sejam gerados. Com uma movimentação estimada de R$ 15 milhões, a feira se firma como uma relevante fonte de renda e emprego para a região, fortalecendo o potencial ainda mais da economia do estado do Pará.
Participação de editoras locais e nacionais
Entre os participantes da feira, estarão editoras reconhecidas, como Editora Unesp, Editora Unicamp e muitas outras. Esta é a quarta vez que o Grupo Aleph participa do evento e, segundo a gerente de marketing e vendas da editora, Ellen Costa, a feira já é parte importante do calendário anual. O grupo tem expandido seu catálogo para incluir obras de fantasia e títulos de autores nacionais, permitindo uma interação mais profunda com os leitores.
Atividades para crianças e famílias
A feira tem um enfoque especial em atrair famílias e crianças. Com a presença de diversos títulos infantis, inclui atividades infantis, contação de histórias, e sessões interativas. A intenção é criar um ambiente propício para que os pequenos possam explorar o mundo dos livros de maneira divertida e envolvente, associando aprendizado a entretenimento.
A importância da literatura na Amazônia
A literatura desempenha um papel vital na construção da identidade cultural da Amazônia e, por consequência, do Brasil. A troca de experiências entre autores e leitores na feira promove o diálogo sobre a necessidade de reconhecer e valorizar as diversas vozes literárias que emergem dessa rica região. Com o aumento do interesse em questões ambientais e sociais, a literatura se torna uma ferramenta essencial para a conscientização e promoção da diversidade cultural.
Como a feira transforma o mercado editorial
A Feira Pan-Amazônica não serve apenas como um ponto de encontro, mas como uma plataforma que transforma o mercado editorial. Permite que novos escritores se conectem com leitores e editores, além de abrir portas para que livros independentes sejam reconhecidos. Além disso, a feira promove o desenvolvimento da indústria literária local, incentivando a publicação de mais obras que refletem a riqueza cultural da região.
Expectativas para o futuro da Feira Pan-Amazônica
O futuro da Feira Pan-Amazônica parece promissor, com um crescimento contínuo esperado em termos de público e participação. Com o conceito de “multivozes” introduzido, a feira tem se mostrado um espaço dinâmico para discutir a diversidade. O objetivo é que, nos próximos anos, supere o público esperado, atraindo cada vez mais visitantes e se consolidando como um evento imprescindível no calendário cultural do Brasil.

