História da Exposição
A exposição “Burle Marx – Expedição Amazônia”, que ocorre no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, no Pará, é uma homenagem a uma jornada que percorreu 11 mil quilômetros pela Amazônia em 1983. Durante essa expedição, liderada pelo renomado artista, arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx, foram coletados e documentados diversos aspectos naturais e culturais da região. A mostra, que está aberta ao público até o dia 24 de janeiro de 2027, apresenta um vasto acervo de mais de 200 fotografias, documentos e filmagens, permitindo uma reflexão sobre a importância da preservação ambiental e a rica biodiversidade da Amazônia.
O Legado de Roberto Burle Marx
Roberto Burle Marx, nascido em São Paulo em agosto de 1909, é reconhecido como um dos pioneiros e grandes nomes da arquitetura paisagística no século XX. Seu trabalho vai além da estética, incorporando preocupações sociais e ambientais. A preocupação com a natureza e a conservação ambiental sempre estiveram presentes em sua obra, refletindo um elo profundo com a terra e a cultura brasileira. Burle Marx utilizou a arte paisagística como forma de ativismo, buscando chamar atenção para questões críticas relacionadas à destruição ambiental, especialmente na Amazônia.
Experiência Imersiva na Amazônia
A mostra oferece uma experiência imersiva, transportando os visitantes para os 52 dias de viagem que Burle Marx e sua equipe realizaram. Nela, os participantes podem conhecer as dificuldades e belezas naturais enfrentadas pelo grupo, enquanto exploram as anotações e registros botânicos que documentam a biodiversidade encontrada ao longo do percurso. As imagens e vídeos projetados na exposição capturam a essência das paisagens amazônicas e sua rica diversidade, estimulando um profundo respeito e admiração pela natureza.

Aspectos Científicos da Viagem
Durante a expedição, Burle Marx e sua equipe catalogaram mais de 400 espécies de plantas tropicais. Além disso, foram realizados registros fotográficos e audiovisuais que ajudaram a documentar não só as descobertas botânicas, mas também a situação ambiental da região, denunciando práticas destrutivas como o desmatamento. A continuidade deste trabalho é essencial para a conservação da flora e fauna da Amazônia, considerada um dos maiores tesouros naturais do planeta.
A Preservação da Natureza
O contato direto com a natureza e a vivência de Burle Marx na Amazônia programaram um chamado à ação. A exposição destaca a importância da preservação da biodiversidade e promove discussões sobre práticas sustentáveis. A gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, Ana Amélia Fadul, enfatiza que a mostra não só permite refletir sobre o legado do artista, mas também sobre a responsabilidade de cada um na proteção do meio ambiente.
Visitas Educativas
Um dos focos da exposição é a educação ambiental. Grupos escolares têm sido incentivados a visitar a mostra, proporcionando aos estudantes uma oportunidade de aprendizagem única. A visita interativa, guiada por especialistas, ajuda a despertar o interesse dos jovens pela botânica e pela importância da preservação ambiental. Isso é crucial para formar uma nova geração de cidadãos conscientes e engajados com a sustentabilidade.
Impacto Cultural
A exposição não apenas resgata a história da expedição, mas também promove um diálogo sobre a cultura amazônica contemporânea. Através das interações, debates e visitas educativas, a mostra convoca um público diversificado a refletir sobre a relação entre cultura e natureza. A conexão de Burle Marx com a fauna e flora locais é um exemplo de como a arte pode servir como um veículo para a conscientização e a preservação cultural da Amazônia.
Memórias da Expedição
As memórias e registros da expedição são fundamentais para entender a evolução do pensamento ambiental no Brasil. A mostra inclui relatos e depoimentos de integrantes da equipe que acompanharam Burle Marx, ilustrando como suas experiências e descobertas moldaram a percepção sobre a preservação da Amazônia durante e após a viagem. A presença desses relatos torna a experiência na exposição ainda mais vívida e relevante.
Documentos e Fotografias
Entre os documentos apresentados, destacam-se as fotografias registradas ao longo da expedição, que narram uma história visual do cotidiano e das riquezas da Amazônia. Esta coleção não só documenta a flora exuberante da região, mas também a relação harmoniosa entre o homem e a natureza, algo que Burle Marx sempre defendeu. Essas imagens são valiosas para a pesquisa e preservação da memória ambiental brasileira.
Futuro da Sustentabilidade
A exposição é uma oportunidade valiosa não apenas de reviver a expedição histórica de Burle Marx, mas também de inspirar ações voltadas à sustentabilidade no presente e no futuro. A mostra instiga debates sobre como podemos, coletivamente, agir para proteger o meio ambiente diante de desafios contemporâneos. É essencial que o público se envolva e veja a importância de lutar pela preservação dos ecossistemas, assegurando que o legado de Roberto Burle Marx perdure nas futuras gerações.

