Semana do Clima da Amazônia terá mais de 50 eventos em Belém com foco em bioeconomia, saúde e justiça climática

O que é a Semana do Clima da Amazônia?

A Semana do Clima da Amazônia é um evento significativo e de ampla repercussão, que visa promover discussões e reflexões sobre a bioeconomia, saúde e os direitos humanos em relação à justiça climática. A segunda edição ocorrerá em Belém, entre 29 de junho e 4 de julho de 2026, e contará com uma programação diversificada que inclui mais de 50 atividades,. Essas atividades têm como principal objetivo abordar os desafios sociais e ambientais que a região amazônica enfrenta.

Programação de Eventos e Atividades

Na agenda da Semana do Clima, os eventos ocorrerão em diferentes locais e formatos, incluindo espaços físicos e virtuais. Os principais chamados autogestionados se darão entre 1º e 4 de julho, com discussões importantes programadas em instituições como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia e o Instituto Tecnológico Vale. O evento busca descentralizar os debates, favorecendo a inclusão de diversas vozes, como empresas, instituições de pesquisa e coletivos amazônicos.

A Importância da Bioeconomia

A bioeconomia é um dos focos centrais do evento, refletindo a importância de desenvolver práticas sustentáveis que alavanquem a economia local, promovendo o uso responsável de recursos naturais. Durante a Semana do Clima, especialistas debaterão formas de fortalecer a bioeconomia na Amazônia e suas aplicações práticas, como no beneficiamento do açaí, um produto emblemático da região.

Semana do Clima da Amazônia

Debates sobre Saúde e Justiça Climática

Outro ponto crucial na programação é a discussão sobre saúde em contexto de mudanças climáticas. A série “ABC do Clima e Saúde”, compartilhada pela Afya Belém, abordará temas relacionados à prevenção de doenças climáticas e à nutrição. A ideia é propor soluções integrais para os problemas de saúde que podem ser exacerbados pelas alterações climáticas.

Envolvimento da Juventude nas Discussões

Uma ênfase importante desta edição é a mobilização da juventude. As vozes jovens são essenciais para a construção de uma narrativa que reflete a realidade e as necessidades dos territórios amazônicos. O evento procura incentivar a participação ativa de jovens em todas as atividades, ampliando seu protagonismo nas discussões sobre o futuro do clima e da saúde.



Mesa Executiva da Bioeconomia

No dia 1º de julho, acontecerá a “Mesa Executiva da Bioeconomia” com foco no tema “Açaí Amazônico: saúde, nutrição e novas aplicações”. Este encontro reunirá pesquisadores, chefs e especialistas para debater e explorar o potencial econômico e de saúde do açaí, tanto em mercados culinários quanto industriais, destacando seu valor nutricional e suas múltiplas utilizações.

Impactos da Mudança Climática na Amazônia

As discussões durante a Semana do Clima também abrangem os impactos diretos e indiretos das mudanças climáticas na Amazônia. Questões como a degradação ambiental, a perda de biodiversidade e as consequências socioeconômicas para as comunidades locais estarão em pauta. O evento busca não apenas informar, mas também promover ideias e soluções para mitigar e adaptar-se a esses desafios.

Participação Social e Descentralização

A proposta da Semana do Clima é fomentar um espaço de diálogo e articulação que favoreça a participação social, especialmente das comunidades amazônicas. A descentralização dos debates é vista como uma forma de conectar as soluções propostas às realidades locais, permitindo que as vozes dos territórios amazônicos sejam ouvidas e respeitadas.

O Legado da Primeira Edição

A primeira edição da Semana do Clima, realizada em 2025, foi um sucesso com a participação de mais de 4 mil pessoas, envolvendo mais de 35 eventos e mais de 100 horas de programação. Este legado serve de base para a construção da segunda edição, que promete consolidar o evento como uma plataforma relevante para o debate climático na Amazônia.

Próximos Passos para a Sustentabilidade

Após a conclusão da Semana do Clima, as expectativas são de que o evento não apenas gere visibilidade para as questões discutidas, mas que também leve a ações concretas. O fortalecimento dos compromissos assumidos durante a COP 30 será fundamental, visando a um futuro sustentável para a Amazônia e suas comunidades. Lucimar Souza, diretora do IPAM, ressalta que iniciativas como essa são imprescindíveis para trazer o debate climático para a região, promovendo soluções que estão enraizadas nas realidades locais.



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