A exposição Amazônias no Plural marca a reabertura do Museu das Amazônias (MAZ), em Belém, em 4 de novembro de 2026. A mostra de longa duração reúne biodiversidade, saberes ancestrais e linguagens sensoriais, segundo a Embrapa Amazônia Oriental.
A concepção e a seleção de conteúdos levaram mais de dois anos, de acordo com a Embrapa. A curadoria é assinada pela arqueóloga Helena Lima, do Museu Paraense Emílio Goeldi, pela antropóloga indígena Francy Baniwa, da Universidade de São Paulo (USP), e pela ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental.
O trabalho reúne perspectivas de pesquisadoras de diferentes áreas e instituições. A exposição está no MAZ, equipamento cultural situado na área portuária de Belém, e a reabertura ocorre em 4 de novembro.

Além da mostra de longa duração, a programação de reabertura inclui Água, Pantanal, Fogo, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani sobre os impactos da crise climática. A iniciativa apresenta a diversidade amazônica por meio de temas como ciência, modos de vida e biodiversidade, conforme a Embrapa.
Curadoria aproxima ciência, arte e saberes amazônicos
Para a ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, a arte pode aproximar o público urbano da Amazônia ao traduzir temas que a pesquisa costuma apresentar por meio de números, análises e diagnósticos. A pesquisadora afirma que a linguagem artística mobiliza emoções e ajuda a comunicar a dimensão da região.
A construção da exposição também se apoiou em relações com pessoas de diferentes partes da Amazônia. Segundo a arqueóloga Helena Lima, a curadoria reuniu perspectivas de Belém, do interior do Pará, do Amazonas e do Amapá, além de outros estados e países que integram a região.
Essa abordagem apresenta a floresta como um conjunto de territórios e conhecimentos, e não como uma paisagem uniforme. Na exposição Amazônias no Plural, a biodiversidade é relacionada aos saberes, às tecnologias ancestrais e aos modos de vida das populações amazônicas.
Percurso expositivo conecta história, biodiversidade e populações
Com 950 m² no térreo do Museu das Amazônias, o percurso é organizado ao longo do corpo de uma serpente, símbolo do MAZ. A visita se distribui por mais de seis ambientes, articulados como uma jornada pela região.
O trajeto aborda etapas da história geológica amazônica iniciadas há 60 milhões de anos, além da biodiversidade e dos modos de vida locais. A proposta relaciona esses temas às populações que habitam a região, em vez de tratar a riqueza biológica como um aspecto separado da presença humana.
De acordo com Joice Ferreira, a exposição explora a diversidade biológica e cultural em conjunto, destacando a relação entre os ecossistemas e as pessoas que vivem na Amazônia. A Embrapa Amazônia Oriental colaborou na elaboração de conteúdos apresentados ao público.
Entre os materiais da instituição estão espécimes da coleção entomológica da Embrapa, incorporados à mostra para representar parte da biodiversidade amazônica. O conteúdo se soma às abordagens sobre história, conhecimentos e tecnologias ancestrais distribuídas pelos ambientes expositivos.
Reabertura do MAZ inclui mostra sobre o Pantanal e informações de visitação
O Museu das Amazônias é um equipamento cultural do Governo do Estado do Pará, implementado pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. O secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas, afirma que o espaço projeta a cultura e a diversidade das Amazônias para o Brasil e o mundo.
Na programação de reabertura, a mostra temporária Água, Pantanal, Fogo reúne fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani. A gerente técnica do MAZ, Camila Costa, descreve a exposição como um olhar sobre a força da vida no Pantanal e a relação desse território com a Amazônia.
Segundo a Embrapa, a visitação regular ocorre de quinta a terça-feira, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla.
Serviço
- Evento: Reabertura do Museu das Amazônias (MAZ)
- Data: quarta-feira, 4 de novembro
- Horário: visitação regular de quinta a terça-feira, das 10h às 18h; última entrada às 17h
- Local: área Portuária de Belém (PA)
- Entrada: gratuita, com retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla
